‘Tenho câncer?! E agora?’ – Episódio 4

junho 18, 2026


Ontem foi mais um dia reservado para realizar exame de saúde, no caso, uma cintilografia óssea. Foi preciso parte da manhã e da tarde para concluir esse exame.

Fui cedo, por volta das 7h para o local do exame, o Instituto de Mama de Mossoró. Imaginei que seria uns dos primeiros a ser atendido. Ledo engano, peguei a ficha 11 para a realização do exame.

Na recepção relembrei os momentos em que acompanhei Fátima – minha esposa – para realizar procedimentos oncológicos na Liga Contra o Câncer, em Natal. O clima de 'irmandade' era presente em todos esses momentos.

Na espera para a primeira etapa da cintilografia, uma injeção com uma pequena quantidade de material radioativo, conversei bastante com os/as ‘colegas’ de exame, e, de imediato, tirei duas constatações.

A importância do SUS para a maioria dos que iriam realizar o exame. E o mais interessante: a revelação que não esperaram muito para receberem a autorização de realização do procedimento.

A outra constatação é que, daquele grupo, alguns eram de pessoas de outros municípios, como Assú, Paraú e Apodi, e todos tiveram disponibilizados transporte das prefeituras.

Após a injeção é necessário aguardar cerca de 3 horas para que o material se fixe nos ossos e se realize a segunda etapa, a captação das imagens.

Na parte da tarde, retornei ao instituto para realizar a segunda etapa da cintilografia óssea, a captação das imagens. Essa é a parte mais chata do procedimento. Ficar por cerca de meia hora totalmente imóvel na câmara de captação das imagens.

Com essa cintilografia já são três procedimentos realizados somente esse mês: o de ontem, uma ressonância magnética do crânio e uma tomografia computadorizada do tórax.

Lembra nos primeiros episódios anteriores que afirmei que no primeiro momento não tive medo da morte e sim com a nova rotina que teria pela frente, com novos exames, novas consultas... Pois é...

Revelei ainda que teria que juntar muita paciência para as esperas nas recepções das clínicas médicas. Isso está sendo mais fácil com a companhia constante de minha esposa Fátima. É o meu equilíbrio emocional.

No primeiro episódio revelei que fazer esses relatos foi a ‘terapia’ que encontrei para amenizar as incertezas que vem à cabeça quando se recebe um pré-diagnóstico como esse. Aliado a essa ‘terapia’ agora tenho uma outra. Ouvir na recepção das clínicas os relatos daqueles que enfrentaram ou enfrentam a mesma situação. Uns com mais de 5 anos que iniciaram o tratamento e outros que estão na fase inicial. A maioria com muita energia positiva que chega a impressionar.

A próxima etapa será a realização da retirada do rim com o nódulo, que no linguajar médico se chama nefrectomia radical. Será no final deste mês.

Com mais esse relato, repito. Continuo enxergando o meu copo ‘meio cheio’.

Vamos em frente.




4 Comentários

  1. Respostas
    1. Bom dia amigo vc vai ficar bom, isso são provas em nossas vidas, mas jesus está vendo que vc merece a misericórdia dele. Vc é um ser humano de um bom coração e boas atitudes , sem vaidade, sem orgulho e sempre aprendendo da o perdão.🙏🙏🙏🫂🫂

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  2. Olá meu caro amigo Samuel!
    Venho acompanhando teu processo, sua nova rotina de vida… e desde já na torcida e confiante na condução e na recuperação de sua saúde.
    E, observando sua van sabedoria nesta feita.
    Continuarei aqui em orações e me disponibilizando para se necessário for.
    Sei da importância de Fátima neste momento, gosto demais de vcs!
    Um abraço!

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  3. Sou leitor assíduo do rabiscos do Samuel e nem se preocupe pq Deus ainda vai permitir que eu leia suas postagens por muitos e muitos anos escritas por você.
    Waltercio Dantas

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