Prefeito afastado é processado pelo MPF
dezembro 14, 2015
Afastado do cargo por suposto envolvimento em atos de
corrupção, apurados pela chamada ‘Operação Resistência’ do Ministério Público
Estadual, o prefeito de Ielmo Marinho, Bruno Patriota Medeiros, se tornou
também alvo de uma ação de improbidade administrativa do Ministério Público
Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN).
O gestor se recusou a receber e responder requisições
expedidas pelo MPF, que investiga possíveis irregularidades na utilização de
verbas federais repassadas ao município, além de indícios de acumulação
irregular de cargos públicos por parte de um secretário municipal.
O procurador da República, Fernando Rocha, autor da ação,
aponta que um procedimento que tramita no MPF apura a omissão de Bruno Patriota
quanto à prestação de contas de verbas federais recebidas para a distribuição
de filtros de polipropileno, com recursos do Ministério da Integração Nacional.
Em 21 de julho de 2014, foram requisitadas ao prefeito informações sobre os
motivos da não apresentação da prestação de contas. Porém o ofício foi
devolvido pelos Correios, após ter sido recusado por Bruno Patriota. Um novo
documento foi entregue à prefeitura por um técnico do Ministério Público
Federal, mas continuou sem haver “qualquer resposta às indagações”.
O prefeito também se recusou a receber ou descumpriu
requisições relativas a outro procedimento, que apura supostas irregularidades
cometidas pelo secretário de Saúde de Ielmo Marinho, Sales de Araújo Guedes,
que manteria indevidamente vínculos funcionais com o Conselho Regional de
Farmácia e as secretarias municipais de Saúde de São Paulo do Potengi e São
Pedro.
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