Grupo de Trabalho sobre Covid-19 no MPF divulga nota esclarecendo sobre ação popular que quer retomada das atividades escolares no mês de maio

abril 27, 2020

Através de nota pública, o Grupo de Trabalho de acompanhamento das medidas relacionadas ao novo coronavírus no âmbito do Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (GT Covid-19), esclarece que a ação popular que tem por objetivo suspender a vigência de artigo de decreto estadual e, por consequência, retomar as atividades escolares a partir de 5 de maio, foi ajuizada pelo senhor Kleber Martins na condição de cidadão, sem relação com sua atuação como procurador da República.

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Em trecho da nota é ressaltado que a ação não reflete o posicionamento do Ministério Público Federal (MPF). Em seguida diz que “os procuradores sustentam que não é o momento de atenuação das medidas restritivas determinadas pelos decretos estaduais em vigor no RN”. A procuradora-chefe do MPF no RN e integrante do GT, Cibele Benevides, destaca que “as crianças não têm a consciência de autoproteção como os adultos, então se contaminam muito facilmente e podem transmitir aos pais e avós, estes últimos do grupo de risco”.

Confira a nota na íntegra:

Nota pública

O Grupo de Trabalho Estadual de acompanhamento das medidas governamentais e privadas relacionadas ao Novo Coronavírus no âmbito do Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (GT Covid-19) esclarece que a Ação Popular sob o nº 0814554-09.2020.8.20.5001, que tem por objetivo suspender a vigência do art. 2º do Decreto Estadual 29.634/2020 e, por consequência, retomar as atividades escolares a partir de 05 de maio, foi ajuizada pelo senhor Kleber Martins na condição de cidadão, sem relação com sua atuação como procurador da República.

A ação, portanto, não reflete o posicionamento do Ministério Público Federal, cuja atuação no caso é de responsabilidade do GT Covid-19, por meio de reuniões com os demais órgãos envolvidos, expedição de recomendações, celebração de Termos de Ajustamento de Conduta, instauração de inquéritos e ajuizamento de ações. O Grupo de Trabalho foi criado pela Portaria nº 48, de 09 de abril de 2020 da Procuradoria da República do RN e é formado pelos procuradores da República Caroline Maciel, Victor Mariz, PRDC e PRDC-substituto e procuradores naturais dos Procedimentos Preparatórios 1.28.000.000496/2020-37 e 1.28.000.000659/2020-81, e pelos demais procuradores voluntários Cibele Benevides, Fernando Rocha, Márcio Albuquerque e Maria Clara Lucena, após consulta e aprovação do Colégio dos Procuradores.

Os procuradores sustentam que não é o momento de atenuação das medidas restritivas determinadas pelos decretos estaduais em vigor no RN. Recente estudo solicitado pela Cooperativa Médica do Rio Grande do Norte alerta que o Estado ainda se encontra na fase 1 da epidemia e projeta avanço da doença nos próximos meses. E de acordo com dados da OMS, apenas nos últimos 12 dias, o número de infectados aumentou em mais de um milhão no planeta. O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesu, sustenta que abandono precipitado das restrições pode gerar um refluxo da pandemia tão grave quanto a propagação atual.

A procuradora-chefe do MPF no RN e integrante do GT, Cibele Benevides, destaca que “as crianças não têm a consciência de autoproteção como os adultos, então se contaminam muito facilmente e podem transmitir aos pais e avós, estes últimos do grupo de risco”. É o que aponta estudo da John Hopkins University, dos EUA, ao afirmar que apesar de apenas desenvolverem sintomas graves em 2,5% dos casos, as crianças estão sujeitas à infecção e podem ser vetores do vírus. Estudos na Coreia do Sul, país que mais realizou testes para covid-19, indicam que a velocidade de transmissão em escolas é duas vezes maior que em ambientes de trabalho e no cotidiano das cidades, devido à maior intensidade de contato entre as crianças. Destaca-se, ainda, que desde a gripe espanhola a suspensão de aulas é medida de contenção e prevenção adotada no enfrentamento de epidemias.

Ademais, importante ressaltar que não há vacina ou medicamento comprovadamente eficaz no tratamento da doença.

O GT Covid-19 ressalta a defesa das medidas de distanciamento social recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e comunidade científica. A atuação institucional é conduzida de forma estratégica, em colaboração com o Ministério Público do Trabalho no estado (MPT/RN) e com o MP estadual (MP/RN) e pode ser acompanhada no portal www.mpf.mp.br/rn

5 Comentários

  1. Tanta coisa pra se preocupar, e esse senhor quer tentar ceifar a vida de centenas de crianças. Não raciocina esse que se diz um cidadão esclarecido e conhecedor do quadro atual. Não tenho meus filhos pra fazer gosto a uma pessoa que parece ser louca ao ajuizar esse tipo de ação. É revoltante esse tipo de tentativa tão sem noção. Gostaria de saber o que esse cidadão ganha fazendo isso. Tende misericórdia Senhor!

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  2. Boa noite !Estamos vivendo uma situação que jamais pensávamos em viver e ainda ter que ver pessoas sem noção pedindo a volta as aulas no meio de uma pandemia,posso afirmar que esse senhor é mais um monstro que pede o fim do isolamento social, colocar crianças que não têm noção de perigo ,ou seja não consegue e não entende os cuidados de prevenção, é um tanto descabido .Mais isso revela o ser humano que é. Devemos proteger sim nossas crianças e suas famílias.
    Abs Neide

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  3. Boa noite Samoel,
    Veja, muita coisa tem que ser repensada, o isolamento social tem revelado muitos monstros, pessoas que tem sérios problemas de relacionamentos, pessoas que não suportam conviver com aqueles que dizem amar.
    Pedir o retorno das aulas, é expor as crianças em situação de vulnerabilidade, é atentar contra o ECA, é atentar contra os totalmente incapazes.
    Antonio.

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    1. É verdade meu amigo!
      Querer expôr crianças a um perigo como esse. Rezemos para que Deus abençoe grandemente nossas famílias. De modo muito especial nossas crianças e idosos. Livrando de todo esse perigo que hora aterroriza!

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  4. Protegei nossas crianças Mamãe do Céu!!! O papa figo voltou!

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