Interceptações telefônicas mostram preso no RJ ordenando crime em Natal
julho 30, 2019
Interceptações telefônicas obtidas pelo Ministério Público
do Rio Grande do Norte (MPRN) com autorização judicial mostram que Wildson
Alves da Silveira, conhecido como Binho Beque ou Leão, um dos chefes de uma
facção criminosa que atua dentro e fora de unidades prisionais potiguares,
ordenava a realização de crimes mesmo estando preso no complexo penitenciário
de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro. Os áudios foram gravados durante as
investigações realizadas no âmbito da operação Conexão RJ, deflagrada na manhã
desta terça-feira pelo MPRN e pela Polícia Militar.
A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão no
Passo da Pátria, na zona Leste de Natal. Quando os policiais chegaram ao local
para cumprir os mandados, criminosos ainda não identificados soltaram fogos de
artifício para alertar os comparsas da presença da PM.
Neste primeiro áudio, ele orienta os comparsas a atacar
viaturas da PM:
No segundo áudio, Wildson Alves da Silveira ordena que os
outros integrantes que ficam nas entradas do Passo da Pátria juntem
"peças" (armas) e também sugere a instalação de câmeras para
monitorar a comunidade:
Neste terceiro áudio, o chefe da facção detalha como devem
ser promovidos eventos na comunidade do Passo da Pátria para melhorar o caixa
da organização:
Wildson Alves da Silveira está preso em Bangu desde maio de
2017. Ele é fugitivo da cadeia pública Raimundo Nonato Fernandes, em Natal, e é
apontado como sendo um dos chefes de uma facção criminosa que surgiu dentro de
unidades prisionais potiguares.
A justiça do Rio Grande do Norte já ordenou que Wildson
Alves da Silveira seja recambiado para o RN para cumprir as sentenças que é
condenado. Essa transferência ainda não tem data para ser realizada e depende
de iniciativa da Secretaria da Administração Penitenciária do RN (Seap).
Com informações do MPRN
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