Justiça condena quatro pessoas na Operação Pecado Capital
janeiro 02, 2019
O juiz federal Walter Nunes da Silva Júnior, titular da 2ª
Vara Federal, proferiu mais uma sentença referente aos processos na operação
Pecado Capital, que investiga denúncias de corrupção no Instituto de Pesos e
Medidas (Ipem) no período de 2007 a 2010. Foram absolvidas dez pessoas e
condenadas quatro. Contra o grupo foram denunciados crimes de dispensa indevida
e fraude à licitação para contratação direta de serviços, crime de falsidade e
de uso de documento particular, supressão e ocultação de documento público e
crime de falso testemunho.
A sentença traz quatro processos que foram reunidos em um
só. Para o juiz Walter Nunes, as provas nos autos demonstram com suficiência,
manobras fraudulentas e ilegais usadas para contratação de empresa. Nos autos
há informações sobre contratação de um instituto de pesquisa para um trabalho
em Natal e Caicó aferindo os serviços do Ipem. Mas, ficou provado que a
pesquisa foi sobre a análise de governo estadual.
Em sua sentença o juiz afirma que “assim sendo, não houve
convencimento quanto a correção e legalidade do procedimento administrativo que
selecionou a empresa Perfil Pesquisas Técnicas contratada pelo IPEM, uma vez
que foram violadas as normas da obrigatoriedade do processo de licitação e da
concorrência entre os proponentes interessados, que não poderiam ter sido
desconsideradas, da forma como ocorreu no caso em julgamento”.
Em outra contratação do Ipem, também para instituto de
pesquisa, a aferição era para “definir o atual quadro político do município de
Parnamirim para as próximas eleições municipais” do ano de 2008, e como
objetivo específico “identificar a intenção de voto para prefeito de forma espontânea
e induzida”; “identificar os nomes mais rejeitados de candidatos a prefeito”; e
“identificar a intenção de voto para vereador do município”. O muiz destacou
que “em razão disso, tem-se como caracterizada a violação do procedimento de
licitação cabível à espécie, tendo a acusada Merle Ranieri Ramos claro
conhecimento da infração das regras do processo de licitação, e mesmo assim
anuiu em prestar os serviços contratados perante a autarquia estadual”.
Foram condenados:
José Ledimar de Paiva – 3 anos e 7 meses e 6 dias de
detenção (convertida em prestação de serviço a comunidade por 1 ano e 9 meses),
pagamento de prestação pecuniária de R$ 4 mil e multa no valor de R$ 10.200
Fernando Aguiar de Figueiredo – 3 anos e 6 meses de detenção
(convertida em prestação de serviço a comunidade por 1 ano e 9 meses),
pagamento de prestação pecuniária de R$ 3 mil e multa no valor de R$ 5.100
Merle Rainieri Ramos - 3 anos e 9 meses de detenção
(convertida em prestação de serviço a comunidade por 1 ano e 10 meses e 15
dias), pagamento de prestação pecuniária no valor de R$ 5 mil e multa no valor
de R$ 15.300
Gilney Michell Delmiro de Góis – 5 anos de reclusão e multa
no valor de R$ 17.850 – nos termos de colaboração premiada, recebeu o perdão
judicial
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