TCE emite parecer prévio pela desaprovação das contas anuais do Governo do RN de 2016

dezembro 04, 2017

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) emitiu nesta segunda-feira, 4, parecer prévio pela desaprovação das contas anuais do governador Robinson Faria relativas ao ano de 2016. O parecer prévio tem caráter opinativo e segue para a Assembleia Legislativa, a quem cabe reprovar ou aprovar as contas do governador.

O processo foi relatado pela conselheira Maria Adélia Sales, cujo voto foi acatado à unanimidade pelos demais membros do Tribunal de Contas. Acompanharam a sessão, como representantes do Governo do Estado, o procurador-geral do estado, Francisco Wilkie Rebouças Chagas Júnior, e o controlador-geral do estado, Alexandre Santos de Azevedo.

Pelo voto da conselheira Maria Adélia Sales, o governador Robinson Faria incorreu em crime de responsabilidade e improbidade administrativa ao abrir créditos suplementares no valor de R$ 131 milhões a título de excesso de arrecadação relativo à Fonte 100, quando não houve excesso de arrecadação; e ao realizar o pagamento de R$ 67,8 milhões em despesas do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial do RN (Proadi) por meio de ofícios, sem autorização orçamentária, o que é vedado pela legislação.

Além disso, verificou-se que o executivo estadual ultrapassou ao final de 2016 o limite legal de comprometimento da Receita Corrente Líquida com as despesas de pessoal, atingindo a marca de 53,39%, “o que ultrapassa em 4,39 pontos percentuais o limite legal para esse Poder”; e o crescimento do volume de Restos a Pagar, entre 2015 e 2016, de R$ 561 milhões para R$ 1 bilhão, “com impactos potenciais negativos sobre o planejamento e a execução das políticas públicas”.

O corpo técnico do Tribunal de Contas também identificou que o Ipern não fez a reavaliação atuarial para analisar o equilíbrio econômico-financeiro do regime de previdência do estado. O executivo estadual utiliza projeções atuariais de 2013, quando ainda existiam dois fundos previdenciários, comprometendo a análise acerca da saúde financeira da previdência e impedindo uma análise aprofundada da viabilidade do regime.

Foram aprovadas 21 recomendações, entre elas a realização de uma auditoria operacional da secretaria sstadual de Planejamento (Seplan), de uma inspeção nos pagamentos relativos ao Proadi; a vedação por decreto de qualquer pagamento por ofício; a redução dos restos a pagar por parte do Governo do Estado, entre outras.

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