quarta-feira, 2 de março de 2022

Barragem Armando Ribeiro e a transposição do rio São Francisco

No dia 9 de fevereiro passado o presidente Jair Bolsonaro esteve no município de Jardim de Piranhas (RN) para a cerimônia de chegada das águas do rio São Francisco ao Rio Grande do Norte.

Naquele dia muitos afirmaram que os “carros pipas dos políticos estavam aposentados” ou que “a área irrigada iria duplicar”.

Fiquei observado, e mesmo sendo contrário a essas afirmativas, esperei colher mais informações.

Pois bem! Imaginar que os carros pipas não mais vão existir é de uma inocência total. Mesmo com as adutoras cortando as diversas regiões do estado, os carros pipas são necessários para levar água até as comunidades rurais que não são atendidas por essas adutoras.

Com relação ao aumento da área irrigada, onde muitos achavam que essa fase atual da transposição iria aumentar muito o volume de água da barragem Armando Ribeiro Gonçalves, basta comparar o volume da barragem no dia 9 de fevereiro e o volume acumulado nesta quarta-feira, 2 de março.

No dia 9 de fevereiro, dia de celebração da chegada das águas ao RN, o volume acumulado era de 1,088 bilhão de metros cúbicos e um percentual de acumulação de 45,85%.

Hoje, a barragem Armando Ribeiro está com um volume menor: 1,087 bilhão de metros cúbicos e um percentual de acumulação de 45,81%.

Ou seja, mesmo com as chuvas registradas nesse período, o maior reservatório de águas do RN diminuiu de volume em 1 milhão de metros cúbicos.

Para aqueles que acham que a barragem de Oiticica, em Jucurutu, é que está evitando o aumento do volume na barragem Armando Ribeiro, vou logo lembrando: o transbordamento da barragem de Oiticica iniciou desde janeiro. Ou seja, já está no volume máximo no estágio atual da obra.

Será preciso aumentar a vazão liberada nos estados de Pernambuco e Paraíba para que os efeitos positivos da transposição sejam sentidos com mais intensidade no Rio Grande do Norte.

Vamos acompanhar.


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