sábado, 23 de outubro de 2021

Multinacional de energia discute soluções com pesquisadores do Senai RN de olho no setor eólico

Representantes da Shell, maior multinacional de energia em operação no Brasil, esteve no Rio Grande do Norte esta semana em busca de soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação, em uma das frentes de expansão em que está de olho no país: a eólica offshore (no mar).

A gerente de programa de tecnologia para soluções de energia e descarbonização da companhia, Camila Brandão, revelou que “o objetivo é conhecer a experiência do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) em contribuição para o desenvolvimento tecnológico da área, agora que estamos publicamente posicionados também como empresa de geração de energias renováveis e não apenas de óleo e gás”. A afirmação dela é em referência ao lançamento da Shell Energy Brasil, em setembro deste ano.

Em comunicado público sobre o lançamento da Shell Energy Brasil, a empresa informou à época que a nova marca vai produzir e comercializar energia elétrica limpa por usinas solares e eólicas, e energia de baixo carbono por térmicas a partir do gás, além de oferecer produtos ambientais como Certificados de Energia Renovável e compensações de carbono.

É um passo, segundo a Shell, dentro do que chama de “ambiciosa meta de zerar as emissões líquidas da empresa até 2050” e que já inclui, por exemplo, investimentos anunciados em geração de energia solar.

Com caneta e papel em mãos, os executivos da Shell mergulharam durante uma manhã inteira em dados levantados pelo instituto e em mapas que mostram o potencial já conhecido do setor eólico no Rio Grande do Norte, o maior produtor desse tipo de energia em terra no país e o que mais tem investimentos previstos. As respostas que a equipe tem e busca sobre a possível geração do país no mar também entraram em destaque na pauta do encontro.

O ISI-ER, referência da rede de Institutos Senai de Inovação no Brasil em energia eólica, solar e sustentabilidade, foi a primeira instituição no país a medir em campo o potencial de geração eólica offshore, a energia com parques eólicos instalados no mar.

O setor é objeto de estudos dos pesquisadores do Senai-RN há mais de 10 anos e, para investidores dessa indústria, começa a despontar com força como possibilidade de negócio. A Shell ainda não está nessa lista de investidores, mas os planos estão em desenvolvimento de olho especialmente no offshore.

Com informações do Senai-RN


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