Polícia Civil e PRF prendem grupo envolvido com roubos de cargas avaliadas em R$ 10 milhões
dezembro 07, 2017
A Delegacia Especializada em Defesa
da Propriedade de Veículos e Cargas (Deprov), a Delegacia Especializada em
Combate ao Crime Organizado (Deicor) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF/RN)
deflagraram nesta quinta-feira, 7, a operação Mercúrio e cumpriram sete mandados de prisão e nove
mandados de busca e apreensão contra pessoas envolvidas com desvios de cargas
que vinham acontecendo dentro do Rio Grande do Norte.
Pelas investigações realizadas pela Deprov e pela Deicor,
que duraram nove meses, os crimes cometidos por este grupo deram um desfalque aproximado
de R$ 10 milhões nas empresas vítimas dos crimes. Durante a ação, que aconteceu
na região metropolitana de Natal, foram presos seis homens e uma mulher. O
homem considerado líder do grupo, Alcivan Mendes de Moura, já estava preso e
recebeu nova voz de prisão nesta quinta-feira.
Além de Alcivan foram presos o casal Edvaldo Silvério e
Edinalva Gomes de Medeiros Silvério, Carlos Antônio da Silva, Jailton Damasceno
da Silva, Francisco Evaniel da Silva e Willians Huberlan Nascimento de
Oliveira. Com os suspeitos os policiais apreenderam diversos aparelhos
bloqueadores de sinal via satélite, quantias em dinheiro, pedaços de falsos boletins
de ocorrências e chaves de veículo
A operação Mercúrio - uma alusão ao deus romano Mercúrio
ligado à venda, lucro e comércio - contou com o trabalho de quarenta policiais
civis e de trinta policiais rodoviários federais.
O delegado da Deprov, Licurgo Nunes, detalhou que “o esquema de desvio de cargas envolvia a
atuação de um grupo articulado que agia desde a formulação de boletins de
ocorrência falsos, captação de motoristas que faziam parte do esquema e pessoas
que recebiam as cargas roubadas e as revendiam por preços abaixo do mercado. A
investigação da Polícia Civil começou logo após uma prisão feita pela PRF há 9
meses. Um fato que chamou a atenção da Polícia Civil, foi a atuação de um
policial militar reformado que produzia os falsos boletins, na cidade de João
Câmara. Edvaldo Silvério, com a ajuda da esposa Edinalva, produzia os
documentos falsificados passando-se por policial civil e até mesmo afirmando
que era delegado. Os motoristas que faziam parte do esquema solicitavam os
boletins a Edvaldo, comunicando um furto que não havia existido para as
empresas donas das cargas”.
Confira VÍDEO
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