Secretário Guilherme Saldanha fala ao RSJ sobre a importância da fruticultura na geração de empregos

março 25, 2021

Em meio a tantas notícias ruins na economia potiguar, em função das restrições causadas pelas medidas de contenção da contaminação pela Covid-19, aparece uma luz no fim do túnel no Vale do Açu.

A fruticultura irrigada terá um impulso com a consolidação da segunda etapa do Projeto Baixo Açu, no município de Alto do Rodrigues, no Vale do Açu (RN).

A expectativa é que mais 1 mil hectares irrigados entrem em operação ainda este ano. Com isso a estimativa é que sejam gerados milhares de empregos no Vale do Açu. Sem falar na geração de empregos indiretos.

Em contato com o RSJ, o secretário estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape-RN), Guilherme Saldanha, afirmou que “no plano de retomada da economia potiguar, a fruticultura aparece com destaque, pois é uma atividade que gera emprego facilmente com poucos investimentos”.

O secretário fez uma comparação: na indústria automobilística é preciso cerca de R$ 2 milhões para gerar um emprego. Na fruticultura, com aproximadamente R$ 25 mil, ocorre a geração de um emprego direto.

Guilherme Saldanha afirmou que “o governo estadual está entregando a segunda etapa do Projeto Baixo Açu até o final de abril, com a recuperação do canal, da rede elétrica e da estação de bombeamento”. O engenheiro agrônomo e secretário estadual estima que até o ano de 2023 estejam em funcionamento no Projeto Baixo Açu os 6 mil hectares projetados inicialmente.

Ele destacou o diferencial do projeto Baixo Açu: foi um dos poucos que não sofreu paralisação das atividades por falta de recursos hídricos durante a estiagem prolongada. Sofreu racionamento, mas continuou funcionando, diferente de outros projetos na Paraíba e Ceará, que tiveram de parar a irrigação por falta de água.

Essa segurança hídrica atual do Baixo Açu será ampliada mais ainda com a consolidação da transposição do rio São Francisco e com a conclusão da obra da barragem de Oiticica. Com isso os fruticultores de melão e melancia, entre outros, começam a despertar interesse no Baixo Açu. Duas empresas já estão se instalando na segunda etapa do projeto e outras já demonstraram interesse.




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