- novembro 12, 2025
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O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta quarta-feira, 12, a operação Uncle. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão pessoal, domiciliar e empresarial contra um ex-prefeito de Doutor Severiano, empresários e um servidor público, que é sobrinho do ex-gestor do executivo.
O MPRN já apurou que sobrinho do ex-prefeito movimentou cerca de R$ 11 milhões em cinco anos, valor incompatível com seus vencimentos.
Durante a ação, foram apreendidos mais de R$ 120 mil na casa do ex-prefeito.
A ação teve por objetivo colher provas relativas a indícios dos crimes de fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro, com apoio da Polícia Militar potiguar e do Ministério Público e Polícia Civil do Ceará.
A operação Uncle cumpriu mandados de busca e apreensão simultaneamente nas cidades potiguares de Doutor Severiano e Pau dos Ferros; e em Fortaleza e em Jaguaribe, no Ceará.
A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPRN.
Uma pessoa foi presa em flagrante no Ceará por porte ilegal de arma de fogo e R$ 121.108,25 foram apreendidos em espécie na casa do ex-prefeito.
A deflagração da operação é resultado de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) conduzido pela Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) do Rio Grande do Norte.
A investigação aponta que o esquema criminoso está centrado em contratações realizadas pelo município de Doutor Severiano durante a gestão do então prefeito. A motivação do MPRN é desvendar uma complexa teia de movimentações financeiras atípicas que sugerem o desvio de recursos públicos através de contratos municipais com empresas.
As investigações do MPRN já demonstram que grandes aportes de valores na conta de um servidor público, com remuneração modesta, eram contemporâneos e coincidentes com pagamentos que as empresas investigadas recebiam do município de Doutor Severiano, durante a gestão do ex-prefeito.
Os principais alvos da busca e apreensão são o ex-prefeito, o servidor público que é sobrinho do ex-prefeito, e os empresários representantes legais das empresas investigadas.
A ação desta quarta contou com três promotores de justiça do MPRN, 14 servidores do MPRN, 24 policiais militares potiguares e 22 policiais civis cearenses. O material apreendido será analisado pelo Gaeco/MPRN.
- novembro 12, 2025
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O partido Republicanos anunciou por meio de nota oficial, a suspensão da filiação do potiguar Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA).
A nota inicia assim:
“Diante das graves acusações apresentadas durante a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, realizada no dia 3 de novembro de 2025, que apontam o suposto envolvimento do filiado Abraão Lincoln Ferreira da Cruz em esquema que teria lesado inúmeros idosos, o Conselho de Ética e Disciplina do Diretório Nacional do Republicanos, em decisão liminar, prevista no art. 63, §5º, do Estatuto do Republicanos, suspendeu a filiação do referido filiado e determinou a citação deste nos autos do processo ético disciplinar nº 001/2025”
Em trecho da nota tem que “Abraão Lincoln Ferreira da Cruz é presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), entidade entre as investigadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano para apurar descontos irregulares em benefícios do INSS entre 2019 e 2025”.
Ainda na nota tem que “durante seu depoimento à CPMI do INSS, foi acusado de apresentar inverdades e contradições e, ao final da sessão, recebeu voz de prisão. Tanto ele quanto a confederação tiveram bens bloqueados por requisição da Advocacia-Geral da União (AGU)”.
No final o Republicanos afirma que o partido apoia integralmente as investigações em curso e reitera que qualquer forma de fraude, corrupção ou desvio de recursos públicos é veementemente repudiada pela agremiação.
- novembro 12, 2025
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O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a cassação dos diplomas da prefeita de Pendências, Lays Helena Cabral de Queiroz, e do vice-prefeito Gilberto de Oliveira Fonseca, eleitos em 2024.
O MPE também requer a inelegibilidade da chapa e de outros cinco envolvidos por oito anos, além da convocação de eleições suplementares no município.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), protocolada em outubro do ano passado, aponta prática de compra de votos e abuso de poder econômico.
O parecer também cita o envolvimento do ex-prefeito Flaudivan Martins e da secretária Ludmylla Martins.
- novembro 12, 2025
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