Vereadora Priscila em pronunciamento na tribuna do legislativo assuense diz: “O poder pode fazer alguém ser ouvido. Mas é a coerência que faz alguém ser respeitado”

agosto 18, 2026


A vereadora Priscila de Medeiros Corsino - a Priscila de Terceiro - fez um pronunciamento hoje, 18 de agosto, na sessão da Câmara Municipal do Assú falando de princípios, valores, confiança, poder, honestidade e outras coisas mais.

Ele iniciou seu pronunciamento dizendo: “Hoje quero falar sobre algo que deveria ser simples, mas que, às vezes, precisa ser lembrado: princípios e valores não podem ser ajustados conforme a conveniência do momento. Devem estar sempre orientados pelo compromisso com o interesse coletivo. E faço questão de dizer todos nós, porque não trago esta reflexão como uma cobrança dirigida a alguém. Começo por mim”.

Na sequência a vereadora afirma que quem ocupa uma cadeira no legislativo recebeu algo muito valioso: a confiança da população. E que essa confiança precisa ser honrada todos os dias, nas grandes decisões e também nas pequenas atitudes.

Priscila disse que confiança não significa liberdade para agir conforme as próprias conveniências. Confiança vem acompanhada de responsabilidade. E aqueles que exercem um mandato, precisa compreender que existe uma diferença importante entre ter poder e ter razão.

Ela ressaltou que o poder pode fazer alguém ser ouvido. Mas é a coerência que faz alguém ser respeitado.

Afirmou também que, entre os princípios que devem orientar a vida pública está a honestidade. Para Priscila a honestidade não pode ser circunstancial. Não pode valer em determinados momentos e ser relativizada em outros. Ela precisa estar presente justamente quando as escolhas são mais difíceis e quando agir corretamente exige do legislador algum preço.

Ao continuar seu pronunciamento, Priscila disse que outro valor indispensável é a palavra. Na vida pública, palavra não pode ser apenas instrumento de discurso. Palavra dada precisa ter peso.

Outro valor essencial citado por Priscila foi a coerência. Para ela, coerência não significa nunca mudar de opinião. Muitas vezes, amadurecer significa rever posições diante de novos fatos, reconhecer equívocos e construir novos entendimentos.

Mas a vereadora ressaltou que mudar de posição exige responsabilidade. Exige a grandeza de explicar as escolhas e a disposição de submetê-las ao mesmo critério que é utilizado para avaliar as escolhas dos outros. Ela ponderou que não se pode estabelecer uma medida para aquilo que se defende e outra para aquilo que condena.

Outro princípio fundamental citado por Priscila foi o respeito ao dinheiro público. O dinheiro público não pertence ao governante, ao vereador ou a qualquer grupo político. Pertence à sociedade. É fruto do esforço do trabalhador, do comerciante, do agricultor, do empreendedor e das famílias que contribuem diariamente para o desenvolvimento da cidade. É o recurso que se transforma em saúde, educação, infraestrutura, saneamento, iluminação, segurança e tantos outros serviços esperados pela população.

Tratar o recurso público com responsabilidade não é mérito. É obrigação de todos aqueles que receberam a missão de cuidar daquilo que pertence à coletividade.

Coragem foi mais um princípio que a vereadora considero indispensável. A coragem de fazer o que é certo, mesmo quando não é o caminho mais conveniente. Para ela princípios são realmente colocados à prova quando é preciso tomar decisões difíceis.

Para ela são nesses momentos que a coerência e as convicções precisam falar mais alto do que qualquer conveniência circunstancial.

Priscila também lembrou que se pode divergir sem desqualificar. É possível discordar sem transformar diferenças políticas em questões pessoais.

Para Priscila, uma das maiores demonstrações de maturidade na política é conseguir ouvir quem pensa diferente e continuar tratando essa pessoa com respeito. Fiscalizar é obrigação. Criticar é legítimo. Reconhecer aquilo que está certo também é uma demonstração de responsabilidade.

Ao encerrar seu pronunciamento, Priscila disse: “Quero encerrar lembrando que mandato passa. Cargo passa. Eleição passa. Mas aquilo que fazemos enquanto estamos aqui permanece registrado na memória das pessoas. No final, ninguém deveria desejar ser lembrado apenas pelo número de votos que recebeu, pelas posições que ocupou ou pelos discursos que pronunciou”.

Ela concluiu afirmando: “Devemos desejar ser lembrados pela coerência das nossas atitudes. Pela honestidade. Pela coragem. Pelo respeito às pessoas. E, principalmente, pela capacidade de colocar o interesse coletivo acima das conveniências pessoais. Porque a política exige estratégia. Mas caráter não pode ser estratégia. Princípios não podem ter preço. E valores não podem mudar conforme as circunstâncias”.


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