Vereador Wedson Nazareno oficializa rompimento com prefeito Ivan Júnior
janeiro 14, 2016
Em carta aberta à população assuense datada nesta
quinta-feira, 14 de janeiro, o vereador Wedson Nazareno da Silva oficializou
seu desligamento político da administração do prefeito Ivan Lopes Júnior.
Confira o teor da carta na íntegra:
Carta aberta à população assuense
Caros assuenses,
Venho a público, em respeito a toda a população da nossa
cidade, sobretudo aos eleitores que me creditaram a confiança do voto no último
pleito, anunciar o meu desligamento político da administração Ivan Lopes
Júnior. A partir desta data, oficialmente, não faço mais parte do grupo
liderado pelo prefeito.
Fui apresentado à política por um homem honrado. Desde
criança, vi meu pai (o ex-ver. Ormando Machado) fazer política com respeito e
lealdade ao seu grupo político, aos seus correligionários, sobretudo aos seus
eleitores. Seguindo aquele exemplo, entrei na política em 2008. Na
oportunidade, também entrava na política o então secretário de saúde, Ivan
Lopes Junior. Eu, então diretor da mesma secretaria, munido de um sentimento de
renovação na política local, acreditei e investi no projeto do então
secretário. Realizei pessoalmente nossas inscrições no Partido Progressista -
PP, quando poderia ter seguido a tradição partidária do meu pai. Dalí em
diante, comecei a fazer parte do grupo político liderado por Ivan.
Na minha primeira eleição, em 2008, fui o vereador mais
votado da coligação, com 1.542 votos, sendo membro do partido do prefeito, que
também foi vitorioso. Mantendo a coerência, acompanhei o seu grupo e suas
decisões em diversas oportunidades, mesmo em situações complexas, como foi em
2010, quando, sob sua liderança, votei em George Soares, para Deputado
Estadual, contrariando o meu próprio pai, que acompanhava o PMDB, votando no
Deputado Estadual Walter Alves.
Repeti o feito em 2012, quando fui novamente o vereador mais
votado do grupo, com 1.306 votos e, dentre os votos válidos, o vereador mais
votado da cidade. Nunca me envaideci disto, porém sempre ouvi, amigos e
correligionários, me afirmarem como uma liderança política da cidade e, que por
este motivo, merecia ser correspondido pelo líder que eu seguia. Também nunca
procurei tratamento diferenciado, acredito inclusive, que se o prefeito tivesse
habilidade para dar representatividade a todos os seus liderados, NÃO SENDO UM
CENTRALIZADOR DO PODER, ele teria uma base de sustentação consolidada.
Com o resultado da segunda eleição, me propus candidato a
presidência da Câmara. Trabalhando as articulações, ouvi o prefeito, que se
afirmava fora deste processo eleitoral. Enquanto eu contava com vários adeptos,
a outra chapa, até meados da semana da votação, só contava com o seu próprio
voto. De uma hora pra outra, tudo mudou, vi o grupo que me apoiava
desarticulado. Não vi outra alternativa, a não ser, retirar minha candidatura,
acreditei ser uma decisão do grupo. Como também acreditei que poderia existir
um outro momento. E houve, um mais surpreendente ainda, que foi a antecipação
da eleição da câmara, onde foi eleito o primo do prefeito. Porém, à época, COMO
DEIXEI BEM CLARO, EM NOTA DE ESCLARECIMENTO, NÃO ERA UM PROJETO PESSOAL, MEU,
SER PRESIDENTE DA CÂMARA, me propus por entender que estava preparado, diante
da experiência e representatividade QUE EU ACREDITAVA TER naquele grupo, mas
não foi assim o entendimento de quem conduzia o processo, em silêncio, diga-se
de passagem.
Continuei no grupo, mais uma vez segui o prefeito, na
mudança de partido, do PP para PROS. Mesmo me mantendo fiel a tal liderança,
percebia que era cada vez mais visível o distanciamento daquele que se dizia
nosso líder, ouvia falar do prefeito pela mídia. As decisões do
"grupo" eram tomadas somente com aqueles que mereciam tal atenção,
como foi na eleição de 2014, onde inclusive, divergimos no 2º turno, quando o
prefeito mudou de candidato.
Mais uma vez, num momento de escolha do grupo, quando das
disposições de nomes para sucessão, em 2016, restou claro que aqueles que
apoiavam a pré-candidatura do Secretário Alberto Luis, não teriam o respaldo do
líder, apesar da suposta posição de imparcialidade do prefeito. Assim sendo,
não sou de acordo com o projeto de sucessão que vem se montando. Tenho ouvido
as pessoas, por onde passo, tenho sentido que os anseios da população são de
mudanças na forma de governar, diferente do que está sendo imposto. Fico ao
lado do povo, estarei em busca de um projeto político que possa dar um novo
rumo para nossa cidade, mas que seja da vontade da maioria e não de um pequeno
grupo.
UM LÍDER DEVE MANTER SUA LIDERANÇA NA HORIZONTAL, MANTENDO
SEUS LIDERADOS DO SEU LADO, E NÃO NA VERTICAL, VENDO-OS DE CIMA PARA BAIXO.
Encerro minhas palavras dizendo que, conforme relato acima,
saio convicto de que durante minha trajetória, fui coerente e leal, sempre
contribuindo para o fortalecimento deste grupo, porém, não compartilhamos mais
dos mesmo ideais, é chegada a hora de buscar novos horizontes, rumo a um novo
projeto para a cidade do Assu.
Assu, 14 de Janeiro de 2016
Wedson Nazareno da Silva
Vereador
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