Entidades estudantis denunciam Prefeitura de Natal por prorrogar carteiras estudantis
julho 13, 2015
A prefeitura de Natal vem prorrogando repetitivamente a
validade da carteira estudantil, desde os primeiros meses desse ano. Para as entidades estudantis, a prática, além de ilegal,
aponta a existência de corrupção na secretaria municipal de Mobilidade Urbana
(STTU).
A ilegalidade, segundo as instituições, se deve ao fato de
que o documento não e emitido pela prefeitura, mas, sim, pelas entidades
estudantis. Ou seja, somente elas podem decidir pela extensão ou não do período
de validade. Já a prática de corrupção surge diante da defesa
intransigente de representantes do Palácio Felipe Camarão a favor dos
interesses do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Natal (Seturn),
principal interessada na prorrogação do documento.
O presidente da União Norte-riograndense de Estudantes
(Urne), Romualdo Teixeira, questiona: "Porque somente em Natal o cartão do
Seturn é considerado uma carteira estudantil. Aliás, porque em todos os
municípios do país, apenas na capital do RN um cartão concedido pelo sindicato
das empresas do transporte é considerado uma identidade para o estudante? Por que
o cartão do Seturn não é legal para o Estado também?".
Para os representantes dos estudantes, o secretário adjunto
da STTU, Clodoaldo Trindade, tem sido o responsável por defender e manter a
prorrogação interminável de um documento que venceu há meses.
O assessor jurídico da Urne, advogado Thales Goes, afirma
que cinemas, teatros e eventos esportivos não devem aceitar a prorrogação das
identidades estudantis, já que nenhuma instituição responsável pela emissão dos
documentos se manifestou neste sentido.
Na opinião de Thales, o objetivo da prefeitura em manter a prorrogação é também encobrir uma fraude. “Simplesmente não existe nenhum convênio da prefeitura, nenhum decreto, nada, que considere o cartão do Seturn em identidade estudantil. Desafiamos o prefeito a mostrar a legalidade desse cartão, a expor os documentos. Quem não deve, não teme”.
Na opinião de Thales, o objetivo da prefeitura em manter a prorrogação é também encobrir uma fraude. “Simplesmente não existe nenhum convênio da prefeitura, nenhum decreto, nada, que considere o cartão do Seturn em identidade estudantil. Desafiamos o prefeito a mostrar a legalidade desse cartão, a expor os documentos. Quem não deve, não teme”.

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