Filosofia de boteco

outubro 29, 2009

O bar estava quase vazio. Apenas um cliente e o dono.

O efeito de umas pingas a mais deixou o boêmio melancólico e saudoso da ex-mulher. Comentou isso com o amigo.

Sem levantar a cabeça, o dono, de cima de sua experiência de quase 70 anos, filosofou:

“É, meu caro, o tatu sempre volta para o buraco velho.”

O estado etílico não permitiu que o bêbado entendesse a mensagem. O dono explicou:

“Amigo, o tatu é um animal que leva a vida fazendo buracos. Mas, em caso de apuros, é para o primeiro que ele corre para se abrigar.”

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