Energia do Complexo Assú Sol será utilizada por indústria do Espírito Santo

outubro 16, 2026

Painéis solares instalados no complexo Assú Sol, que reúne 16 usinas e 753 MW de capacidade total. Foto: ENGIE. 

Uma indústria de painéis de madeira do Espírito Santo decidiu vincular parte de sua conta de luz a sete usinas solares do Rio Grande do Norte. A Placas do Brasil firmou com a Engie um acordo que envolve 340,5 megawatts (MW) de potência instalada e projeta uma economia de R$ 10 milhões por ano com eletricidade.

Pelo negócio, a fabricante de MDF terá 40% de participação em uma holding associada às usinas do complexo Assú Sol. A energia será destinada ao consumo da fábrica de Pinheiros, no Espírito Santo, pelo modelo de autoprodução, que permite a grandes consumidores participar de projetos de geração.

Os ativos envolvidos são as unidades Assú Sol 4, 6, 10, 11, 13, 14 e 15, instaladas no Rio Grande do Norte. Elas fazem parte de um complexo maior desenvolvido pela Engie no município de Assú, na região do Vale do Açu.

Os 340,5 MW correspondem à capacidade das sete usinas negociadas, e não à potência de todo o complexo.

A Engie investiu R$ 3,3 bilhões no maior projeto solar do grupo no mundo.

O Assú Sol completo reúne 16 parques e aproximadamente 753 MW de capacidade instalada, conforme comunicado oficial da Engie. Em 23 de fevereiro de 2026, a companhia anunciou a entrada em operação comercial integral, após obter o aval das autoridades brasileiras em 13 de fevereiro.

Construído com investimento de cerca de R$ 3,3 bilhões, o empreendimento ocupa 2.344 hectares e reúne mais de 1,5 milhão de módulos solares. A Engie também informou a instalação de 12 mil quilômetros de cabos e 53 quilômetros de vias internas.

A Placas do Brasil produz painéis de fibras de madeira de média densidade, conhecidos como MDF, utilizados por fabricantes de móveis e outros segmentos industriais. Sua unidade produtiva fica em Pinheiros, no norte do Espírito Santo, enquanto os ativos de geração estão no interior potiguar.

O fornecimento é organizado por meio do sistema elétrico e de contratos de comercialização. A energia gerada no Nordeste é entregue à rede, e o consumo industrial é contabilizado pelas regras do setor, sem a necessidade de uma linha exclusiva entre as usinas e a fábrica.

Com informações da Click Petróleo e Gás


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