Opinião do leitor: “Postura discreta do prefeito de Assú não é ausência de gestão ou isolamento: os fatos desmentem a crítica”
março 21, 2026Do leitor Silvino Júnior, recebi a análise abaixo que reproduzo sem nada tirar ou pôr:
A postura mais introvertida do prefeito de Assú, Lula Soares, não pode ser confundida com ausência de trabalho, isolamento ou falta de resultados.
Sobre a matéria intitulada “Nada de novo acontece, e nenhuma ação de mídia tem sido suficiente para fortalecer a imagem de Lula”, é preciso contestar pontos importantes levantados pelo autor.
Primeiro, Assú não caminha sozinho. Basta observar que, diante da boa relação político-administrativa do prefeito, ele consegue transitar, dialogar e conquistar emendas para o município com representantes de diferentes espectros, direita, esquerda ou centro, independentemente de alinhamentos políticos.
Ao tentar associar o mandato do gestor a um “fracasso administrativo”, sob o argumento de que não há “novidade ou avanço significativo”, o autor desconsidera fatores essenciais. A atual gestão possui apenas 15 meses à frente do Executivo. Além disso, ignora a queda expressiva de 61,52% nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) entre março e fevereiro deste ano. Também deixa de lado a própria premissa do plano de governo de Lula Soares, que sempre foi clara: priorizar, inicialmente, os serviços essenciais, dar continuidade às conquistas já estabelecidas e, a partir da realidade atual, avançar com políticas públicas e obras estruturantes de forma responsável.
Sobre o evento realizado nesta sexta-feira, dia 20 de março, referente à entrega do fardamento da UPA, não procede a informação de “baixa adesão”. Estiveram presentes o diretor geral da UPA, João Belarmino; a secretária de Saúde, Viviane Lima; a secretária adjunta, Karielle Medeiros; além dos vereadores Paulinho de Marlene, Wedson Nazareno, Clebson Corsino e Priscila de Terceiro. E, principalmente, alguns servidores da unidade, que são os verdadeiros beneficiários da ação.
Não é necessário transformar a entrega de um fardamento em um grande espetáculo ou reunir multidões para validar uma ação que beneficia diretamente os profissionais da saúde que atuam na linha de frente para cuidar da população. Em um mundo cada vez mais digital, a lógica das ações institucionais também evoluiu. O impacto de uma ação não se mede apenas pelo número de pessoas presentes, mas pela sua relevância.
O próprio João Campos, gestor de uma das capitais mais importantes do país, realizou em 2025 a entrega de uma obra durante a madrugada, sem a presença de secretários ou grande aparato político. Isso demonstra que a prática administrativa moderna tem se afastado da necessidade de ter uma multidão para comprovar eficiência.
Diante disso, questionar a ausência de multidão como sinal de desarticulação não se sustenta. Trata-se, na verdade, de uma leitura ultrapassada sobre a forma de fazer gestão pública nos dias atuais.
O autor também tenta sustentar a ideia de um suposto “apagamento natural” do gestor de Assú, inclusive resgatando períodos anteriores, quando Lula Soares atuou como secretário. No entanto, esquece de mencionar iniciativas importantes daquele período, como o programa Cheque Reforma e a implantação da Central da Pessoa Idosa, além de diversas outras ações que contaram com sua participação direta.
Não se pode confundir perfil pessoal com capacidade de gestão. A postura mais reservada e discreta de Lula Soares não significa ausência de trabalho ou de entregas, muito menos que o prefeito esteja sozinho ou isolado. Trata-se de um gestor com estilo de liderança mais contido, acessível, que escuta diferentes opiniões, inclusive as divergentes, e que, ainda assim, mantém o compromisso com a responsabilidade administrativa e com os interesses dos assuenses, sem a necessidade direta de grandes plateias em seu entorno o tempo todo.
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